quarta-feira, 18 de maio de 2011

Rock 'n' Roll Music

Olá povo bonito! Mais uma vez venho aqui para falar de coisas que eu gosto e espero que vocês gostem também, e se não for para gostar, que seja apenas para conhecer! A escolha do tema da semana é sempre complicada. Então, mais uma vez, falarei dos acordes que me deliciam. Porém, hoje quero falar do Rock Retrô, aquele som gostoso que é capaz de entrar em sua mente e te transportar para uma época diferente. Meus favoritos:

Ramones: Banda estadunidense de punk rock formada em 1974. Uma das bandas mais influentes da história do rock. No início dos anos 1970 surgiam várias vertentes do rock nos Estados Unidos e no Reino Unido; o punk rock foi uma delas. Em 30 de março de 1974 os Ramones tocaram pela primeira vez, como um trio (Joey, Dee Dee e Johnny). Em 16 de abril do mesmo ano, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, que se tornava o refúgio do rock underground nova-iorquino da época.. Ao longo de seus 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 2.263 apresentações ao redor do mundo (Inclusive no Brasil!). O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, em 16 de julho de 1996. Quem nunca cantarolou “Hey Ho, Let’s go” na hora de sair de algum lugar? HAHAHA.


The Animals: foi uma banda de rock britânica dos anos 1960 formada em Newcastle Upon Tyne por Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Chas Chandler (baixo). Buscavam as raízes do blues e do folk, sendo influenciados por Chuck Berry (com quem fizeram uma turnê), Bob Dylan, Nina Simone, Little Richard e Bo Diddley. O sucesso moderado do grupo em sua terra natal os motivou a se mudarem para Londres em 1964, bem em tempo de serem incluídos na Invasão Britânica. Uma banda pouco conhecida para a qualidade de suas músicas, eu adoro!


The Beatles: Banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960 e o grupo musical mais comercialmente bem-sucedido e aclamado da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos gêneros que vão do folk rock ao rock psicodélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros, em formas inovadoras e criativas. Sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960. Aaah, são tantos sucessos, tanta coisa boa para mencionar tanto da banda como de cada Beatle em especial, não posso esconder minha predileção pelos Reis do Iê Iê Iê. Mas deixo eles falarem por si só:


The Who: é uma banda de rock britânica surgida em 1964. A formação original era composta por Pete Townshend (guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo) e Keith Moon(bateria). O grupo alcançou fama internacional, se tornou conhecido pelo dinamismo de suas apresentações e passou a ser considerado uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos. Eles também são julgados pioneiros do estilo, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy), sob a liderança de Pete Townshend. Conheci The Who há uns cinco anos, através de uma amigo e nunca mais larguei. Fala sério, é impossível ouvir “My Generation” e perceber como as coisas (quase não) mudam através dos tempos né?

Bob Dylan: Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan (Duluth, 24 de maio de1941), é um cantor e compositor norte-americano. Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961. Em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles e uma de suas principais canções, Like a Rolling Stone, foi escolhida como a melhor de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970, destacando-se aí The Beatles, notadamente nas composições de John Lennon, a partir do álbum Rubber Soul de 1965. Meu Forever Young lindo, talentoso é um ícone do Rock, isso não há quem não concorde. Eu acho incrível a capacidade que ele tem de unir as palavras e criar coisas simples e uinusitadas. Adoro, adoro e adoro!

The Stooges: foi uma banda de proto-punk norte-americana formada no final dos anos 60. The Stooges foi uma daquelas bandas de passagem meteórica que marcaram o nome na história da música. Iggy Pop, nome artístico de James Newell Osterberg liderou o grupo e tornou-se um ícone cultural pop nas últimas décadas. Ele tocou nos grupos Iguanas e Prime Moversantes de montar o seu próprio, o The Stooges, em 1967, em Michigan, nos Estados Unidos. Conheço bem pouco da história dessa banda, mas adoro as músicas, me encantei desde a primeira vez que ouvi!

The Kinks: banda de rock britânica formada em Muswell Hill, Londres, pelos irmãos Ray e Dave Davies em 1964. Categorizados nos Estados Unidos como uma banda da Invasão Britânica, os Kinks são reconhecidos como um dos mais importantes e influentes grupos de rock de sua geração. Sua música surgiu a partir de influências de vários estilos musicais, incluindo rhythm and blues, music hall britânica, folk e country. Ray Davies (vocais, guitarra rítmica) e Dave Davies (guitarra base, vocais) permaneceram como os únicos integrantes originais durante os 32 anos de carreira do grupo. Os outros dois membros fundadores, Peter Quaife (baixo, vocais) e Mick Avory (bateria, percussão) foram substituídos respectivamente por John Dalton em 1969 e Bob Henrit em 1984. Dalton por sua vez foi substituído por Jim Rodford em 1978. O tecladista Nicky Hopkins acompanhou a banda durante suas sessões de gravação em meados da década de 1960. Posteriormente vários tecladistas, incluindo John Gosling e Ian Gibbons, se tornaram integrantes oficiais. Ok, também não conheço muito bem, mas é imposs´vel ficar parada ao som de seus canções vibrantes. Vale super a pena!


Espero que tenham curtido essas músicas tanto quanto eu! Queria saber o que vocês acham sobre esse som delicioso, pode ser? Até a próxima!


Beijosmil :*

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Extra #03


E eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho...






Curta filmado sobre um telhado em Londres durante um único dia. Parte do filme "Crave", de Sarah Kane, uma escritora muito talentosa, mas que não conseguiu que o seu trabalho fosse apreciado por muitos até que fosse tarde demais. Ela cometeu suicídio aos 28 anos enforcando-se em um banheiro no London's King's College Hospital. 

Direção: Michael Tamman & Richard Jakes

Atores: Christopher Dunlop and Fiona Pearce

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Extra #02

Mesmo que a gente tente disfarçar Tudo tá fora do lugar Sozinho eu não posso seguir Eu não consigo sem você aqui ♫ <3

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A favor dos olhos de ressaca!

"Ler é viajar!"

Essa frase é antiga e já foi usada em inúmeros livros, revistas, panfletos etc.
Mas você, caro leitor, já viajou enquanto lia?
Nem todos conseguem. Para conseguir viver outra realidade enquanto está devorando as páginas de um livro, a pessoa precisa se entregar totalmente às palavras. Para viajar com uma obra literária você precisa sentir o que as personagens sentem; gostar do mocinho e odiar o vilão (ou ao contrário); precisa viver a história. Somente assim o leitor terá uma das melhores sensações que existem. Mergulhando na história, você é o único que poderá discutir fervorosamente o enredo em questão.

Há uma obra em especial, que eu já li muitas vezes,  e que me faz viajar a cada linha que meus olhos transcorrem: Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Essa obra vem sendo alvo de discussão desde o ano em que foi publicada, em 1899.
Por ter grande interesse na história, li também a recriação literária do autor Fernando Sabino, em que ele faz uma leitura fiel do romance, mas sem o narrador Dom Casmurro e cujo título é Amor de Capitu; além da obra Enquanto isso em Dom Casmurro, do escritor blumenauense José Endoença Martins, em que ele traz a personagem machadiana Capitu para um panorama moderno, isto é, a moça em Blumenau no ano de 1992, em plena moda Sula Miranda. E ainda vi, em DVD, a adaptação para minissérie que a Rede Globo produziu. Um belo trabalho artístico, embalado pela música Elephant Gun, do Beirut.




Tendo essas três obras de apoio, mais o trabalho visual, utilizo o meu espaço no Safra para defender Dona Capitolina!

Digo, primeiramente, que defendo Capitu porque todas as mulheres são Capitus. Para entendermos isso melhor, porém, temos que traçar um perfil superficial da nossa formosa moça.


Capitu era bela. Desde moça sempre se preocupou com sua imagem. Possuía olhos belíssimos, que foram definidos por José Dias como "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" e, em outro momento do livro, como "olhos de ressaca". Era boa filha, sempre ajudando nas atividades domésticas; moça educada e prestativa, indo sempre visitar Dona Glória e fazer-lhe companhia nos momentos de ausência de Bentinho; frequentava a Igreja e era bem vista pelos olhos do Padre Cabral. Enfim, era uma moça como qualquer outra: curiosa, esperta, sorridente, sem muitas preocupações.

Quando mulher, suas qualidades somente aumentaram. E as que já existiam, mais fortalecidas ficaram. Nesse momento, ela assumiu mais dois papéis: mãe e esposa. Comportava-se finamente ao lado de se marido nos jantares, no teatro, na ópera e nos bailes. Cuidava de seu filho, Ezequiel, como sendo seu maior tesouro. Visitava sua sogra, que encontrava-se com mais idade. Cumpria suas obrigações dignamente.

Capitu era independente, tinha opinião sobre qualquer assunto, era atrevida, não sentia vergonha em perguntar sobre tudo o que a interessava. Era alegre, gostava de chamar atenção por onde passava, ainda mais depois de casada.

"Não lhe bastava ser casada entre quatro paredes e algumas árvores; precisava do resto do mundo também." (Dom Casmurro, página 141)

Capitu era assim, esse tipo de mulher. Aos meus olhos, uma moça como qualquer outra. E apesar de ter sido criada por Machado de Assis no século XIX, seus modos de ser e agir assemelham-se com os modos das mulheres contemporâneas.

As mulheres atuais também são lindíssimas, gostam de manter a aparência sempre agradável aos olhos alheios, querem sempre ser  centro das atenções. Na época de Capitu, ela conseguia isso com facilidade, pois era uma mulher que sentia-se confiante com sua aparência, ao ponto de transparecer isso aos demais  e de fazer com que todos a olhassem, percebessem sua presença. Hoje, somos muitas no mundo, entretanto, todas conseguimos nosso lugar de destaque. Há aquelas que assumem cargos de destaque, como o de presidente de um país ou de uma mega empresa; há aquelas que utilizam seus dons artísticos e viram ícones da música, da literatura ou do teatro; e há aquelas que destacam-se por serem ótimas mães, avós, irmãs, filhas.

Como se vê, Capitolina não diferenciava-se das mulheres de hoje, nem das que vieram antes dela.
O problema todo foi Bentinho. Ele achava que possuía Capitu e que nenhum outro olhar poderia recair sobre ela, a não ser o seu. O ciúme cegou Bento Santiago por completo, sendo que todas as situações ficavam distorcidas para ele. Coitado de Escobar... Era bom moço, dedicado ao comércio, e mesmo depois de morto foi acusado de traidor.
Devido á cegueira do marido de Capitu, até hoje a moça é acusada de adultério.
OBS.: isso que eu nem vou comentar sobre a hipótese de Bentinho ser gay.

Como há Capitus no mundo de hoje, há Bentinhos também. Homens que não aprenderam o sentido de amor e confiar em uma mulher, homens que deveriam ler todos os dias esse trecho de Dom Casmurro:

"Não tenhas ciúmes da tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti."

Infelizmente, o ódio cega e forma nuvens escuras na mente de um homem. Isso aconteceu com Bentinho e acontece diariamente com todos os homens. Eles têm ao seu lado mulheres que estão aos seus lado  por os amarem, mas por não entenderem o sentimento puro e verdadeiro que é o amor,  pensam que suas mulheres são capazes de trocá-los por um brilhante qualquer.

Com tudo isso quero dizer que Capitu foi mal falada por todos esses anor, tida como a mulher que teve um caso com o melhor amigo do seu marido. Enganam-se, todos! Julgam-na por ser mulher, simplesmente.

A única coisa que ela queria era ser reconhecida como aquela boa moça que cuidou de seu pai quando sua mãe faleceu; aquela que esperou Bentinho por tanto tempo para depois entregar-se nos braços dele e consumar o amor da adolescência; aquela que fazia companhia para D. Glória na ausência do filho; a boa amiga que cuidou de Sancha no momento de sua doença; a que se preocupou com o bem-estar do marido acima de tudo, e que até guardou 10 libras esterlinas ao invés de gastar com sapatos; aquele que teve um filho e cuidou dele como uma leoa. Capitolina gostaria de ser vista como aquela que sempre amou Bento Santiago e que seria incapaz de trair esse amor de tantos anos.

Homens tolos esses que têm a companhia de uma Capitu e não valorizam. E tudo porque sentem-se inseguros  ao lado delas.

Capitu sou eu, sou você, somos todas! Somos herdeiras da menina com olhos de ressaca, aquela que sacrificou seus anos de juventude para esperar pelo homem que amava, que morreu acreditando que seu marido, apesar de todas as maldades que fez contra ela, era um homem bom.

Capitu só queria viver. E ela sentia-se viva ao lado de Bentinho.
Ele tirou-lhe seu único motivo para respirar.


Capitolina não traiu Bentinho e ponto final.


Deixo para vocês esse vídeo que traz imagens da linda Capitu, embalado pela música estonteante do Beirut.



Kiss :*

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A rotina do perfume é a lembrança

Bom gente, primeiramente devo me desculpar pela demora do post dessa semana, com esses feriados e tudo, as coisas acumularam e agora consegui sentar para escrever! Quero falar de uma coisa que sempre me chamou a atenção: cheiros. Mas não os cheiros por si só e sim as coisas que eles nos lembram.

Para começar, escolhi o cheiro da grama recém cortada, sabe aquele misto de cheiro de terra e mato? Pois é, me lembra minha infância. Quando meu pai ia viajar a trabalho e ficávamos eu e minha mãe, só esperando para ele voltar. Me lembra inocência, alegria, medo e acima de tudo me lembra paz. Tudo ali, calmo e tranqüilo, com aquele cheiro de grama, nenhuma responsabilidade...

Outro cheiro que me traz lembranças é o de cola tenaz, até hoje toda vez que sinto esse cheiro lembro do meu primeiro dia na escola. Minha sala cheirava a cola, não sei até que ponto isso pode ser bom em uma sala com crianças de seis anos, mas enfim! Era um tempo que em comecei a me preocupar com adição, subtração e me arrepiar ao pensar nas “continhas de vezes”, pobre anjo tão inocente HAHA. Sinto saudades!

Quem nunca se pegou respirando fundo depois de um dia quente que foi abençoado com uma chuvinha? O cheiro de terra molhada invade seu organismo, acalma. É tão gostosinho, adoro sentar para ler nos finais de tarde de verão, com esse cheiro tão gostoso.

E por falar em ler, ADORO o cheiro de livro novo, vocês não? É uma nova história, um começo, novas expectativas... Tanta coisa resumida ali, só ao cheirar e sentir a proximidade com a trama.

Não posso deixar de falar dos cheiros que nos levam para o pecado da gula, HMM. Quem nunca se rendeu a entrar na padaria logo cedo atraído pelo cheiro de pão quentinho? Ou então percebeu que era domingo porque havia cheiro de churrasco no ar? E para os viciados em doce como eu, juntou água na boca ao sentir o cheirinho de brigadeiro de panela, aaaai que gostoso!

E o que dizer do cheiro, perfume que lembra alguém? AQUELE alguém, que te arrepia, te traz lembranças de momentos maravilhosos, sensações, sorrisos, lágrimas. Você nem precisa vê-lo, basta fechar os olhos e lembrar do perfume que todas as coisas boas voltam para você. Cheiro de roupa limpa, do xampu, do perfume, ah! Qualquer cheiro serve para trazer as lembranças à tona. Eu achei que esse poema a baixo tem algo a ver com o assunto, deliciem-se:


Murmúrio
Cecília Meireles
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!

Enfim gente, esses são alguns dos aromas que mais me trazem lembranças boas, de coisas felizes. E vocês? Há algum perfume que lembre de algo? Até a póxima.

Beijosmil :*

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quem nunca sonhou em ser um jogador de futebol? ♫

Admito: não foi fácil escrever o post de hoje. As palavras desapareceram, simplesmente. Deixaram-me na mão, e nem um bilhete para dizerem aonde iam. Tive que recorrer à criatividade. Mas você acredita que a sacana sumiu também? Pois é... Fiquei sem saber o que fazer. O jeito foi sentar e pensar. Só que eu pensei, pensei e nada surgiu. Até que, no dia de ontem, uma luz veio do céu. Na verdade, da televisão. Vou explicar: exatamente às 16h começou o jogo do Fluminense, nosso (do meu pai e meu) time do coração. Eu vibrei com os 5 gols do Flu sobre o Americano. A partir disso, veio à minha mente a ideia de escrever sobre futebol.

Esse esporte importado da Inglaterra é paixão nacional. E discordo totalmente com quem diz que é algo que não deveria existir. Porque... Sentar ao lado do meu pai e torcer durante 90 minutos pelo nosso Flusão. Sorrir com cada vitória. Chorar nas piores derrotas. Xingar (sem usar palavrões, claro) o técnico, o juiz, o goleiro, o gandula. Sair gritando pelas ruas "Éééé campeão!". Discutir o último jogo em uma roda de amigos. Vestir a camisa do time com orgulho. Visitar o grande Maracanã e se emocionar. Nada disso tem preço.
E eu vejo nos estádios pais e filhos abraçados cantando o mesmo hino, na mesma vibração. Vejo famílias que se unem no domingo à tarde, com um balde de pipoca, em frente da TV, e se divertem com cada lance. Vejo desconhecidos, se conhecendo. Vejo inimigos, abraçados. Vejo uma nação que se une a cada partida da sua seleção amada e que bate no peito e grita "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooor!". Mesmo que tudo isso aconteça uma vez por semana, por mês ou a cada quatro anos, são momentos que não podem ser vendidos ou comprados, somente vividos com intensidade.
Você aí, que acha o futebol um esporte de burros, de vagabundos, me responde: algo que faz tão bem a tantas pessoas pode ser considerado inútil? Eu creio que não.

Há quem não goste, mas respeite, por favor. Porque eu vou continuar torcendo para o meu time amado a cada partida e quero compartilhar as minhas emoções futebolísticas com todos aqueles que entendem o que eu estou falando.

Deixo para vocês um vídeo da torcida mais linda desse mundo, a do Fluminense! Além de algumas frases de um dos mais célebres e fanáticos torcedores do Flu: Nelson Rodrigues.




"Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se distingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora."

"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos."

"Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir. "

"Grandes são os outros. O Fluminense é enorme!"


PS.: homenagem ao time das Laranjeiras, que tantos momentos de alegria nos trouxe, e a todos os times de futebol do Brasil e do mundo, que eu respeito e admiro também. E ao meu pai, digo: obrigada por me apresentar para o melhor!


Um super abraço! Até :*

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sexo frágil?

Não sou feminista, porém acho importante reconhecer as personalidades do dito 'sexo frágil' que fizeram diferença no mundo. Além de mães e donas de casa elas revolucionaram o mundo, a sua forma. Com sua literatura, atuação, invenções... Enfim, vamos rever as MULHERES mais ‘power’ do mundo, a minha visão.

Coco Chanel – Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 - Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A. GENTE! É impossível não ficar grata à Coco Chanel pela autonomia que temos hoje em dia, não com as roupas, mas também com nosso relacionamento em família e com os homens. Quem foi que disse que temos que ser submissas e aceitar tudo caladas?

“A moda sai de moda, o estilo jamais.”

Tarsila do Amaral
- Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura da primeira fase do movimento modernista brasileiro.. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas. Inovadora, não encontro outra palavra para definir minha pintora favorita. Confesso que a primeira vez que vi o Abaporu me assustei um pouco, mas depois conhecendo melhor me encantei. A obra de Tarsila me encanta tanto quanto a sua vida particular. Eu adoro.

“Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo.”

Cecília Meireles - Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada umas das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa. Impossível não se emocionar com as palavras dessa mulher maravilhosa, ela encanta, pode brincar com composições e transformá-las em obra de arte.

“Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.”

Olga Benário - Olga Benário Prestes (Munique, 12 de fevereiro de 1908 — Bernburg, 23 de abril de 1942) foi uma jovem militante comunista alemã, de origem judaica, deportada para a Alemanha durante o governo de Getúlio Vargas, onde veio a ser executada pelo regime nazista em campo de concentração. Veio para o Brasil na década de 30, por determinação da Internacional Comunista, para apoiar o Partido Comunista do Brasil. Destacada como guarda-costa de Luís Carlos Prestes, tornou-se sua companheira, tendo com ele uma filha, Anita Leocádia Prestes. Determinação, coragem, sofrimento; Eis as palavras que tanto rodearam Olga Benário. Uma história linda, envolvente e comovente. Admiro-a muito :}

“Em momentos difíceis é preciso pensar em alguma coisa bonita.”

Pagu - Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, (São João da Boa Vista, 9 de junho de 1910 — Santos, 12 de dezembro de 1962) foi uma escritora e jornalista brasileira. Militante comunista, teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922. Foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas. Desde a primeira vez que ouvi falar da Pagu já me encantei com sua coragem, perseverança, capacidade de acreditar em si própria e a possibilidade de viver entre os ‘grandes’ sem precisar olhar para cima. Com certeza um exemplo, para mim.

“Saibam ser maricões! Meninas que nasceram errado mas que não querem se conformar em seguir à lei da natureza.”

Marilyn Monroe – Marilyn Monroe, nome artístico de Norma Jeane Mortensen, (Los Angeles, 1 de junho de 1926 — Los Angeles, 5 de agosto de 1962) foi uma atriz norte-americana. É uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX. Aiai, quem nunca se encantou com a moça de “O pecado mora ao lado”? Bonita, divertida, segura de si... bem como a maioria das mulheres que se escondem anonimidade.

“Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!”

Dra. Zilda Arns - Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira. Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Altruísmo é a palavra que define essa mulher de coração bom, que se dedicou a ajudar quem realmente precisa, nossas crianças e idosos. Anjo da guarda, preocupada com quem não pode se defender. Exemplo, sempre!

“Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.”

J.K Rowling - Joanne Rowling OBE, conhecida como J. K. Rowling (Yate, 31 de julho de 1965), é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como O Vento nos Salgueiros e O Cavalinho Branco. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora. Confesso que inicialmente quis colocá-la na lista porque sou fã de Harry Potter, porém depois de ler um pouco sobre sua vida me encantei com a força de vontade. Sair da acomodação e querer trabalhar, muitas vezes é mais difícil do que sempre precisar ‘dar a cara a tapa’.

“Até os melhores de nós têm, às vezes, que engolir as próprias palavras.”

Bom gente, essas foram algumas das DIVAS que eu lembrei. Porque para mim, essas sim são divas juntamente com as mães de família que continuam fazendo a diferença no mundo, em suas casas, empregos, famílias, nas vidas de todo mundo. Um beijo especial para minha heroína: minha mãe (te amo!). Espero que tenham gostado.

Até a próxima, beijosmil :*